TI aplicada à logística
Em um mercado mais competitivo a cada dia, como a tecnologia da informação pode auxiliar as empresas a oferecer o melhor serviço no menor espaço de tempo
Cláudia Zucare Boscoli
Publicada em 11 de maio de 2007 às 17h30
Com o mercado cada vez mais competitivo e os clientes mais exigentes, tornou-se fundamental às empresas que dependem de logística oferecer o melhor serviço no menor espaço de tempo pelo menor custo – do contrário, perdem competitividade. Os recursos tecnológicos, como softwares de SCM (Supply Chain Management), vêm facilitando o acompanhamento e a troca de informações sobre o negócio de tal forma que já é possível prever e evitar problemas em tempo hábil para não interromper a cadeia de produção. Grandes empresas de bebida, por exemplo, têm adotado softwares capazes de gerenciar a rota dos caminhões e até adiar ou adiantar entregas para horários de menor trânsito e desviar caminhos no meio do trajeto. “Graças ao business intelligence (BI), você, hoje, tem à disposição um banco de dados com indicadores críticos de todo o negócio, do pedido à entrega. Só toma a decisão errada quem quer”, avalia César Lavalle, do Instituto Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Tecnologia de armazenamento
A Ceva Logistics, antiga TNT, líder mundial em logística, foi a responsável pela renovação do centro de operações da montadora General Motors. Em quatro meses, um novo armazém de 13 mil metros quadrados foi construído próximo à planta da GM em Gravataí, no Rio Grande do Sul. De lá, saem e chegam diariamente peças da linha de montagem, controladas por um sistema WMS (Warehouse Management System), batizado de WMS-Click, que usa a rádio-freqüência para ordenar os registros. “Qualquer carregamento que chega é imediatamente identificado com um código de barras que corresponde a um arquivo, no qual constam todas as informações necessárias, como número da nota fiscal, data de entrega, quantidade, procedência etc.”, explica Paulo Oppermann, gerente da Ceva, completando que o armazenamento é ordenado sempre com os produtos mais antigos à frente, para serem utilizados primeiro. De lá até a linha de montagem são 500 metros, percorridos de carreto. O WMS também avisa, com antecedência, quando os produtos estão chegando ao fim. “Num processo de manufatura complexo como este, você precisa de uma seqüência, tem de haver rastreabilidade dos produtos para que não falte nada à produção”, enfatiza. O armazém controlado pela Ceva entrou em funcionamento em setembro de 2006. De lá para cá, os resultados têm sido positivos. “Nosso indicativo é o cliente satisfeito. A GM precisava liberar espaço na planta e concentrar as peças num mesmo lugar, de forma ordenada e totalmente controlável. Foi o que fizemos”, conta. Oppermann considera que usar código de barras e sistema de gerenciamento não se trata mais de novidade, mas de uma necessidade a qualquer empresa que lida com logística. Lavalle, do Coppead, concorda, mas revela que muitos gestores não pensam assim: “Ainda há quem aja no improviso e é preciso que esta pessoa saiba que está atrás de seu tempo”. Com a intenção de minimizar a falha, ele coordena a segunda edição do Fórum Internacional de Tecnologia da Informação Aplicada à Logística & Supply Chain, dias 16 e 17 de maio na capital de São Paulo. Sua idéia é, justamente, aproximar os fornecedores de tecnologia e serviços e as empresas. “O mercado é vasto em soluções, mas há um hiato grande entre quem fornece e quem demanda. Queremos reunir estes dois mundos, fazer com que falem a mesma língua e encontrem a melhor parceria. Não basta sair à procura de softwares como num supermercado. É preciso saber para quê e como explorá-lo em sua totalidade”.






Com o avanço das atividades de logistica torna-se cada vez mais imprescindivel a informação. Acompanhar o pedido desde a linha de produção até a sua entrega no destino final, sabendo onde ele está a cada minuto, evitando o seu extravio, a perda de tempo, agilizando a entrega de modo a garantir a satisfação do cliente.